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Fitotecnia e Fitossanidade

FITOTECNIA: O objetivo principal deste projeto de pesquisa é poder fornecer ao produtor um pacote tecnológico de nossos cultivares em fase de pré-lançamento, através do aprimoramento das recomendações sobre aptidões e tratos culturais. Os objetivos complementares visam à redução dos custos de produção e a aquisição de novas referências para a cultura do algodoeiro e da soja do Brasil central, particularmente sobre tecnologias de ponta em sistema de plantio direto (SPD) propiciando maior viabilidade e menores riscos econômicos e ecológicos. Serão realizados experimentos nas diferentes regiões/condições do estado de Mato Grosso, visando a época de plantio, resposta a adubação, sistemas de cultivo e susceptibilidade a herbicidas para o algodão convencional. Época de plantio, resposta a adubação, sistemas e densidade de cultivo do algodoeiro no sistema adensado. Para a cultura da soja serão avaliados época de plantio e densidade de cultivo.

PLANTA DE COBERTURAS E SISTEMA DE PRODUÇÃO: A melhoria das condições químicas, físicas e biológicas do solo pode ser obtida com a utilização continua de plantas de cobertura. Esse processo quando sistematizado e associado as demais práticas conservacionistas, constitui-se numa importante estratégia, para aumento da capacidade produtiva dos solos, redução dos impactos ambientais da agricultura nos diferentes ecossistemas, além de propiciar maior eficiência ao uso de combustíveis e insumos agrícolas. Desta forma esse projeto tem por objetivo analisar a viabilidade técnica, operacional e econômica de diferentes espécies utilizadas como cobertura de solo, nos sistemas de produção agropecuário vigentes no estado do Mato Grosso.

FITOSSANIDADE: A expansão do tamanho da área cultivada com algodão no Centro-Oeste, principalmente no estado de Mato Grosso trouxe também problemas, como o aumento da incidência de pragas, doenças e plantas daninhas já existentes na região. No caso específico das doenças, o algodoeiro está sujeito á ação de cerca de 250 patógenos, dos quais 221 são fungos, sendo que em nosso estado as doenças mais importantes são ramulose e principalmente a ramularia., por ocorrer com maior freqüência e severidade, causando maiores danos e perdas, exigindo assim maiores esforços e gastos no manejo. A planta do algodão também atrai, alimenta e reproduz permanentemente um complexo significativo de pragas, que atacam as raízes, caule, folhas, botões florais, maçãs e capulhos.

A concorrência de plantas daninhas com a cultura causa perdas consideráveis, sendo que foram observadas reduções na produtividade de 5 % até 90%, devido à infestação de plantas daninhas durante todo o ciclo do algodoeiro. Atualmente, o uso de herbicidas é o método mais eficaz, e também o mais econômico, no controle das plantas daninhas, face às dificuldades no uso da capina manual e o controle na linha da cultura através do processo mecânico. Sendo assim os agroquímicos são amplamente utilizados na lavoura do algodoeiro, porém quando utilizados de forma incorreta ou ineficiente, aumenta os custos de produção e a possibilidade de contaminação do meio ambiente. Com isso a tecnologia de aplicação tem como objetivo colocar a quantidade certa do produto no alvo desejado, com máxima eficiência e da maneira mais econômica possível, reduzindo assim, a contaminação. O uso de menor volume de calda aumenta a autonomia e a capacidade operacional dos pulverizadores, além de diminuir os riscos de contaminação ambiental, pois reduz o escorrimento e, em alguns casos, a evaporação e deriva. O objetivo deste projeto é dar suporte aos produtores nas dúvidas relacionadas a agroquímicos a fim de melhorar a eficiência na aplicação e conseqüentemente evitando danos ao meio-ambiente, ao trabalhador e também reduzindo os custos do produtor.