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Avaliação da eficiência de agroquímicos no algodoeiro em condições de campo no estado de Mato Grosso

Até 1997 a produção de algodão concentrava-se nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste, mas a partir de 1998, houve um aumento significativo na participação da Região Centro-Oeste, com destaque para o estado do Mato Grosso, cuja área plantada em 1998 era de 109.000 hectares e em 2007 foi de 549.000 hectares. Essa expansão do tamanho da área cultivada com algodão no Centro-Oeste, principalmente no estado de Mato Grosso trouxe também problemas, como o aumento da incidência de pragas, doenças e plantas daninhas já existentes na região. No caso específico das doenças, o algodoeiro está sujeito á ação de cerca de 250 patógenos, dos quais 221 são fungos, sendo que em nosso estado as doenças mais importantes são ramulose e principalmente a ramularia, por ocorrer com maior freqüência e severidade, causando maiores danos e perdas, exigindo assim maiores esforços e gastos no manejo. A planta do algodão também atrai, alimenta e reproduz permanentemente um complexo significativo de pragas, que atacam as raízes, caule, folhas, botões florais, maçãs e capulhos.

No estado de Mato Grosso as pragas mais freqüentes são: bicudo, falsa-medideira, lagarta das maçãs, curuquerê, pulgão, mosca branca, ácaros e percevejos, que causam prejuízos e oneram o cultivo do algodoeiro. A concorrência de plantas daninhas com a cultura causa perdas consideráveis, sendo que foram observadas reduções na produtividade de 5% até 90%, devido à infestação de plantas daninhas durante todo o ciclo do algodoeiro. Atualmente, o uso de herbicidas é o método mais eficaz, e também o mais econômico, no controle das plantas daninhas, face às dificuldades no uso da capina manual e o controle na linha da cultura através do processo mecânico. Sendo assim os agroquímicos são amplamente utilizados na lavoura do algodoeiro, porém quando utilizados de forma incorreta ou ineficiente, aumenta os custos de produção e a possibilidade de contaminação do meio ambiente. Com isso a tecnologia de aplicação tem como objetivo colocar a quantidade certa do produto no alvo desejado, com máxima eficiência e da maneira mais econômica possível, reduzindo assim, a contaminação.

O uso de menor volume de calda aumenta a autonomia e a capacidade operacional dos pulverizadores, além de diminuir os riscos de contaminação ambiental, pois reduz o escorrimento e, em alguns casos, a evaporação e deriva Sendo o químico um dos métodos de controle mais rápido e eficiente de doenças, pragas e plantas daninhas, o objetivo deste projeto é dar suporte aos produtores nas dúvidas relacionadas a agroquímicos a fim de melhorar a eficiência na aplicação e conseqüentemente evitando danos ao meio-ambiente, ao trabalhador e também reduzindo os custos do produtor.